Os índices futuros dos Estados Unidos operam em alta nesta sexta-feira (20), com investidores atentos a uma bateria de indicadores econômicos e à possível decisão da Suprema Corte sobre as tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump.
O foco está na divulgação do índice de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) de dezembro, principal indicador de inflação acompanhado pelo Federal Reserve, o banco central estadunidense, para definir a política de juros. A expectativa do mercado é de alta de 0,3% na comparação mensal e de 2,8% em 12 meses. Também será publicado o Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre, com projeção de crescimento de 3%.
Ao longo da manhã, saem ainda os dados preliminares do Índice de Gerentes de Compras (PMI) dos setores industrial e de serviços nos EUA e na zona do euro.
Investidores também acompanham um possível veredicto da Suprema Corte estadunidense sobre a legalidade das tarifas impostas por Donald Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional.
As commodities seguem no radar. O petróleo avança em meio à escalada de tensões entre EUA e Irã, após Trump afirmar que decidirá em até dez dias sobre a possibilidade de ataques militares enquanto busca um acordo sobre o programa nuclear iraniano.
No Brasil, a agenda doméstica traz a divulgação da taxa de desemprego do trimestre encerrado em dezembro e dados de carga de energia e afluência de chuvas, publicados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico.
Brasil
Após três sessões de queda, o Ibovespa fechou a quinta-feira (19) com alta de 1,35%, aos 188.534,42 pontos, um ganho de 2.518,11 pontos. O avanço do principal índice de Bolsa brasileira foi na contramão dos mercados mundiais, que reagiram ao aumento da tensão entre Estados Unidos e Irã.
Já o dólar comercial encerrou o dia com leve queda de 0,25% frente ao real, cotado a R$ 5,227, descolado do movimento observado no exterior. Os DIs (juros futuros) subiram por toda a curva.
O patamar da véspera foi o segundo maior de fechamento do Ibovespa da história. O anterior foi registrado em 11 de fevereiro, quando o indicador chegou a 189.699,12 pontos.
Europa
As bolsas europeias operam majoritariamente no campo positivo, com os investidores aguardando dados econômicos e mais balanços corporativos.
STOXX 600: +0,13%
DAX (Alemanha): -0,08%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,30%
CAC 40 (França): +0,29%
FTSE MIB (Itália): +0,33%
Estados Unidos
Enquanto monitoram dados macroeconômicos, os agentes se preparam também para a temporada de balanços que seguirá quente na próxima semana, com dados da Nvidia e da Dell.
Dow Jones Futuro: +0,17%
S&P 500 Futuro: +0,24%
Nasdaq Futuro: +0,29%
Ásia
Os mercados asiáticos fecharam majoritariamente em baixa, seguindo Wall Street, que teve queda generalizada. O índice Kospi, da Coreia do Sul, atingiu nova máxima pela segunda sessão consecutiva, impulsionado por uma alta nas ações de semicondutores e do setor de defesa. Por lá, as bolsas chinesas seguem fechadas devido ao feriado de ano-novo.
Shanghai SE (China), fechado por feriado
Nikkei (Japão): -1,12%
Hang Seng Index (Hong Kong): -1,10%
Nifty 50 (Índia): +0,47%
ASX 200 (Austrália): -0,05%
Petróleo
Os preços do petróleo subiram para o maior patamar em seis meses, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou prazo de, no máximo, 10 dias para chegar a um acordo sobre o programa nuclear do Irã.
Petróleo WTI, 0,00%, a US$ 66,43 o barril
Petróleo Brent, -0,07%, a US$ 71,61 o barril
Agenda
Nos EUA, agenda cheia nesta sexta-feira. Saem os dados do índice PCE de dezembro, do PIB do 4º trimestre, do PMI da indústria (preliminar) de fevereiro, do PMI de serviços (preliminar), também de fevereiro, da confiança do consumidor de fevereiro e de novas moradias de dezembro.
Na zona do euro, é aguardada a divulgação do PMI da indústria (preliminar) de fevereiro e do PMI de serviços (preliminar), também de fevereiro.
Por aqui, no Brasil, o governo analisa afrouxar as condições para que companhias aéreas acessem financiamentos com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), fundo público que está previsto para liberar R$ 4 bilhões a partir deste ano. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, solicitou ao Ministério da Fazenda a flexibilização das regras dos empréstimos às aéreas, segundo documentos vistos pela Reuters.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg






