A informação de que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro teve almoço nesta sexta-feira (16) com a cúpula da TV Globo explodiu de forma ruidosa no meio político. Afinal, o encontro acontece no mesmo dia da sabatina de Flavio na emissora, e levantou dúvidas sobre parcialidade da Globo a favor da candidatura do PL.
A informação do almoço foi publicada em primeira mão pelo colunista do Metrópoles, Igor Gadelha
A explicação do veículo é insatisfatória. “Pedidos de visitas institucionais são parte da rotina de todos os executivos de empresas de mídia, sendo usual que candidatos a cargos eletivos façam encontros de cortesia”, diz uma nota.
O ministro da Comunicação de Lula, Sidonio Palmeira, reclamou. “É muito grave que a empresa receba um candidato para visita no dia em que ele dará uma entrevista na própria emissora, e no momento de uma eleição em que a democracia está em jogo”, afirmou, em entrevista à coluna de Monica Bergamo, na Folha de S.Paulo.
O histórico antipetista da Globo é conhecido de todo o Brasil. Está marcada para sempre a manipulação do debate presidencial de 1989 entre Lula e Fernando Collor, admitido pela própria emissora. Também a farsa da Lava Jato foi encampada por anos a fio pela Globo — com direito a ilustração com um duto que despejava dinheiro todas as noites no Jornal Nacional.
Agora, a cobertura insípida do jornalismo global normalizou o candidato golpista como se ele não fosse uma ameaça real à democracia. Nessa reta final, os noticiários do grupo ignoram a grande mobilização nas ruas de todo país a favor de Lula.
Para culminar, sabemos do almoço de João Roberto Marinho e Paulo Tonet com Flávio Bolsonaro.
A imparcialidade, decantada pela empresa em prosa e verso, mais uma vez está sob forte suspeita.
Afinal, como todos sabemos, não existe almoço grátis.





