O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou neste domingo (25) que pedirá a prisão de prefeitos que, segundo ele, dificultaram o acesso de eleitores às urnas ao reduzir a circulação de ônibus durante o segundo turno das eleições de 2026. O presidente também cobrou a ampliação do horário de votação nas cidades afetadas.
Em declaração a jornalistas em frente à sua residência, no Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, Lula classificou a situação como “abominável” e acusou gestores municipais e empresários de prejudicarem o direito ao voto.
“Depois das eleições, o próximo passo é pedir a prisão desses prefeitos por crime eleitoral”, declarou.
O presidente citou problemas no transporte público em São Paulo, Salvador, Feira de Santana, Lauro de Freitas, Petrópolis, Teresina, Recife, Maceió e João Pessoa.
Segundo Lula, na capital paulista, quase 40% dos ônibus teriam sido retirados de circulação.
Lula cobra ampliação do horário de votação
Diante das denúncias de redução da frota, Lula afirmou que a campanha acionou a Justiça Eleitoral para solicitar a prorrogação do horário de votação. A intenção, segundo ele, é garantir que eleitores prejudicados pela falta de transporte consigam chegar às seções eleitorais.
O presidente defendeu que os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adotem providências para assegurar o direito ao voto e pediu que a população não desista de participar do pleito.
“Quero pedir que o povo não desista de votar”, afirmou.
Lula também criticou a atuação de prefeitos, governadores e empresários que, em sua avaliação, teriam contribuído para dificultar o deslocamento dos eleitores. Ele sustentou que a redução do transporte público não pode impedir o exercício do direito democrático.
Secretário de Salvador teve prisão determinada
Durante a declaração, Lula comentou a situação do secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza. A Justiça Eleitoral determinou a prisão do secretário por suposto descumprimento de uma decisão relacionada à circulação dos ônibus na capital baiana.
Segundo o presidente, Souza estaria em Paris e ainda não havia sido preso. Lula afirmou que a medida deverá ser cumprida quando ele retornar ao Brasil.





