quarta-feira, abril 23, 2025

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Saiba quando vacina contra chikungunya aprovada pela Anvisa chega à população


Aedes aegypti

Aedes aegypti transmite dengue, chikungunya e zika vírus (Foto: Banco de Imagens)

Foi publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (14) a aprovação por parte da Anvisa do pedido de registro definitivo da vacina contra chikungunya, desenvolvida pelo Instituto Butantan, em São Paulo. A ação ocorreu em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva. As informações são do g1.

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A aprovação autoriza que o imunizante seja aplicado na população acima de 18 anos do país. Esta é a primeira vacina autorizada contra a doença, que pode causar dor crônica e é responsável por afetar 620 mil pessoas no mundo em 2024. Brasil, Paraguai, Argentina e Bolívia são os países com mais casos da doença.

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A chikungunya é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que também é responsável pela transmissão da dengue e zika. Os principais sintomas da doença surgem entre quatro a oito dias após a picada do mosquito infectado. São eles:

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  • Febre alta (acima de 38,5°C);
  • Dor intensa nas articulações;
  • Dor muscular;
  • Dor de cabeça;
  • Cansaço extremo;
  • Manchas vermelhas na pele.

O pedido de registro definitivo da vacina foi encaminhado à Anvisa em dezembro de 2023. Naquele ano, o imunizante foi aprovado pela agência regulatória norte-americana Food and Drug Administration (FDA).

Como foi feito o estudo clínico em brasileiros

O estudo clínico de fase 3 foi feito com adolescentes brasileiros após uma dose da vacina. Publicado na The Lancet Infectious Diseases, em setembro de 2024, ele possibilitou a observação da presença de anticorpos neutralizantes em 100% dos voluntários com infecção prévia, e em 98,8% daqueles sem contato anterior com o vírus.

Após seis meses, a proteção foi mantida em 99,1% dos jovens. Os eventos adversos registrados após a vacinação foram leves ou moderados, em sua maioria. Os relatos incluíram dor de cabeça, dor no corpo, fadiga e febre — reações normais até à vacina da gripe, por exemplo.

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Quando a vacina chega à população?

Antes de o imunizante chegar aos braços dos brasileiros, ele precisa passar por mais alguns passos. De acordo com o governo paulista, o Instituto Butantan está trabalhando em uma nova versão, como parte do processo realizado no Brasil.

As modificações a serem feitas utilizam componentes nacionais e serão mais adequadas à incorporação pelo SUS, pendente de análise da CONITEC, do Programa Nacional de Imunizações e das demais autoridades de saúde.

— A partir da aprovação pelo CONITEC, a vacina poderá ser fornecida estrategicamente. No caso da chikungunya, é possível que o plano do ministério seja vacinar primeiro os residentes de regiões endêmicas, ou seja, que concentram mais casos — diz Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan.

*Sob supervisão de Luana Amorim

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Fonte: NSC

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