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Após morte de El Mencho, onda de violência no México mata 25 membros da Guarda Nacional


Um dia após a morte de Nemesio Rubén Oseguera, o El Mencho, líder de um dos principais cartéis do México, uma onda de violência matou 25 membros da Guarda Nacional, segundo o governo. Os agentes foram mortos em 6 ataques distintos.

Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, foi morto durante uma operação militar no domingo (22). Ele comandava o cartel Jalisco Nova Geração e era o criminoso mais procurado do país.

Em coletiva de imprensa nesta segunda (23), o ministro da Segurança do México, Omar García Harfuch, revelou que os militares morreram em ataques em Jalisco. Ainda de acordo com Harfuch, 70 pessoas foram presas, em sete estados.

“Estamos monitorando de perto qualquer tipo de reação ou reestruturação dentro do cartel que possa levar à violência”, disse o secretário de Segurança.

O México permanece em estado de alerta nesta segunda-feira (23), com escolas fechadas em pelo menos oito estados. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, pediu calma à população, afirmou que espera que os voos de e para Puerto Vallarta sejam retomados até esta terça-feira (24), e que já não há mais bloqueios nas estradas do país – no domingo, 229 foram registrados.

De acordo com Sheinbaum, um grupo de trabalho agora investiga a lavagem de dinheiro dos cartéis de drogas. “A coisa mais importante agora é garantir a paz e a segurança para toda a população do México. O país está em paz, está calmo”, declarou.

Em uma rede social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o México precisa intensificar seus esforços contra os cartéis de drogas. Os EUA ajudaram a ação militar mexicana neste domingo. “O México precisa intensificar seus esforços contra os cartéis e as drogas”, pressionou.

Ônibus e carro são incendiados após morte de El Mancho, líder de cartel de Jalisco, no México Imagem: Ulises RUIZ / AFP
Ônibus e carro são incendiados após morte de El Mancho, líder de cartel de Jalisco, no México. (Foto: Ulises RUIZ / AFP)

Morte de líder de cartel

Nemesio Rubén Oseguerra Cervantes, 59, conhecido como El Mencho, um dos fundadores e chefe da organização criminosa CJNG (Cartel de Jalisco Nova Geração), foi morto pelo Exército do México ontem. Ele foi morto enquanto era levado, escoltado por comparsas, para um avião com destino à Cidade do México para receber um tratamento de saúde.

Além de El Mencho, outros três homens, identificados pelo Exército como integrantes do CJNG, também morreram no local. Outros três do mesmo bando ficaram feridos gravemente. Outros dois foram presos.

O Exército mexicano informou que foram apreendidos “diversos armamentos e veículos blindados”. Entre os armamentos, alguns capazes de derrubar aeronaves e destruir carros blindados. Três militares se feriram durante a operação.

O Exército afirmou que a operação teve apoio dos EUA. O Departamento de Estado dos EUA oferecia recompensa de 15 milhões de dólares por informações que levassem até El Mencho. O país acusa o CJNG, formado em 2009, de ter a maior capacidade de tráfico de cocaína, heroína e metanfetamina do país. Segundo o governo, nos últimos anos, o cartel também passou a traficar fentanil para os Estados Unidos.

Nemesio Rubén Oseguera, o El Mencho
Nemesio Rubén Oseguera, o El Mencho

O governo dos EUA comemorou a morte do narcotraficante. Christopher Landau, subsecretário de Estado, classificou a ação como um “grande avanço para o México, os EUA, a América Latina e o mundo”.

Reações à morte

Após a morte, foram registrados incêndios de veículos e bloqueios de estradas em Jalisco, no oeste do México.

O governador Pablo Lemus Navarro afirmou mais cedo que uma operação na cidade de Tepalpa provocou confrontos na região e em outras áreas de Jalisco. Segundo ele, grupos não identificados incendiaram veículos e os posicionaram nas vias, dificultando ações das autoridades.

O Departamento de Estado dos EUA emitiu ainda um alerta para que cidadãos americanos permaneçam abrigados nos estados de Jalisco, Tamaulipas, e em áreas dos estados de Michoacán, Guerrero e Nuevo León.





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