Por trezze news redação
SALVADOR, BA — Em um cenário musical marcado pela inovação e resistência cultural, o BaianaSystem emerge não como um fenômeno carnavalesco, mas como um projeto sonoro revolucionário que reconecta a ancestralidade negra baiana com a linguagem do século XXI.
⚡ GÊNESE: O LABORATÓRIO SONORO DO PELOURINHO (2009)
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Russo Passapusso: Artista visual e poeta, trouxe a voz narrativa que une crítica social e poesia concreta.
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Missão Declarada: “Criar uma nova linguagem para a cultura baiana que dialogasse com a diáspora africana global” (entrevista ao Rolé, 2017).
🎛️ A ALQUIMIA MUSICAL: ONDE TRADIÇÃO ENCONTRA A VANGUARDA
| Elemento Tradicional | Releitura BaianaSystem |
|---|---|
| Berimbau de capoeira | Berimbau elétrico com pedalera |
| Tambores do Ilê Aiyê | Samples digitais em camadas rítmicas |
| Poesia de cordel | Letras em fluxo de consciência (ex: “Sulamericano”) |
| Groove do samba-reggae | Basslines dub e sintetizadores analógicos |
📀 DISCOGRAFIA ESSENCIAL (SEM CARNALIZAÇÕES)
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“BaianaSystem” (2013): Faixa-manifesto “Playsom” sintetiza o conceito: “Isso não é axé, nem pagode / É um sistema de som”.
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“Duas Cidades” (2016):
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“O Futuro Não Demora” “Reza Forte” (feat. B Negão):.
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“Sulamericano”: Hino anticolonial com groove psicodélico.
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🌍 IMPACTO GLOBAL: A BAHIA COMO EPICENTRO DE FUTURO
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Turnês pela Europa: Festival Sónar (Barcelona), Barbican Centre (Londres).
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Reconhecimento Crítico: The Guardian UK definiu seu som como “Tropicalismo 2.0 para a era digital” (2019).
📣 ATIVISMO SONORO: O PROJETO É POLÍTICO
“Não somos produto do Carnaval. Somos produto da resistência diária do povo preto da Bahia” (Russo Passapusso, Canal Brasil, 2020).
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Temáticas recorrentes:
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Genocídio negro (“A Morte do Rio“)
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Neo-colonialismo (“Sulamericano“)
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Afrofuturismo (“O Futuro Não Demora“)
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🎧 4 TRILHOS PARA ENTENDER A REVOLUÇÃO
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“Playsom” (2013) – O manifesto fundador
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“Reza Forte” (ft. B Negão) (2019) – Correção confirmada: parceria com o ícone do rap brasileiro
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“Sulamericano” (2019) – Crítica geopolítica em ritmo de dub
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“A Morte do Rio” (2023) – Denúncia ecológica e social





