Por Walter Porto e Isadora Laviola
(Folhapress) – A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), cancelou a participação que faria nesta sexta-feira (11) na Bienal do Livro de São Paulo, em meio à crise aguda que divide a corte.
A ministra iria ao Distrito Anhembi para dois eventos da programação oficial: um encontro com a antropóloga Lilia Moritz Schwarcz e o lançamento do infantojuvenil “O Livro da Democracia”, que assina em parceria com a jornalista Mariana Oliveira. Segundo a organização, ela deve mandar um vídeo a ser exibido no evento.
A magistrada e escritora era uma das grandes atrações do evento literário nesta sexta-feira –na Flip, em julho, foi responsável pela mesa que atraiu maior público, quando foi entrevistada no palco pela jornalista Paula Miraglia. Nas ruas de Paraty, foi ovacionada como celebridade.
O cancelamento ocorre enquanto o Supremo atravessa sua maior crise desde a redemocratização, depois da divulgação de mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, figura central do Caso Master.
As informações vieram a público após o ministro e relator André Mendonça levantar o sigilo do caso. O STF vive agora uma guerra interna que divide Mendonça e Moraes, com ameaças de impeachment no Senado.
A corte tem um julgamento decisivo sobre o caso marcado pelo presidente Edson Fachin para a próxima terça-feira (15).
Além de Cármen Lúcia, a autora Leslie-Ann Jones, biógrafa de Freddie Mercury, já havia cancelado sua participação na programação principal da Bienal por causa de problemas no tráfego aéreo do Reino Unido.
A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue no Anhembi até domingo (13).






