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Dólar cai a R$ 5,176 e Bolsa sobe com Petrobras e Vale


O dólar fechou em queda nesta quarta-feira, cotado a R$ 5,176 na venda, recuo de 0,87% em relação ao fechamento anterior. O movimento interrompeu a sequência recente de alta da moeda, que havia fechado na véspera na maior cotação desde 30 de março, em meio à saída de recursos estrangeiros da Bolsa brasileira.

O Ibovespa, por sua vez, reagiu após onze pregões seguidos de queda. O índice chegou a subir 2,17% durante o pregão, para 169.951 pontos, mas fechou com alta menor, de 0,90%, aos 167.830 pontos, com volume negociado de R$ 23,7 bilhões. Na véspera, o indicador havia caído 0,27%, para 166.334 pontos, menor patamar desde 20 de janeiro.

O desempenho positivo foi puxado pelas ações de maior peso no índice: Petrobras, que representa 12,6% do Ibovespa, e Vale, com 11%, avançaram com ordens de compra de investidores estrangeiros. O movimento ocorreu no mesmo dia em que o Tesouro dos Estados Unidos anunciou a ampliação das operações de recompra de títulos no mercado, dobrando o tamanho máximo das operações para pelo menos US$ 4 bilhões, voltadas a títulos de prazos mais longos, de 10 a 30 anos.

O Ibovespa, reagiu após onze pregões seguidos de queda, fechando com alta menor, de 0,90%, aos 167.830 pontos (Foto: Divulgação B3)

Fluxo estrangeiro volta a favorecer a Bolsa brasileira

O investidor internacional responde por cerca de 60% do giro diário de negócios na B3. Até 18 de agosto, o saldo de retiradas líquidas de capital estrangeiro da Bolsa somava R$ 15 bilhões negativos, revertendo o quadro observado até meados de abril, quando as aplicações externas estavam positivas em R$ 69 bilhões.

No mercado internacional, o petróleo fechou perto de US$ 90 o barril, com o contrato Brent para outubro em alta de 2,65%, a US$ 90,87, pressionado pelas tensões entre Irã e Estados Unidos. Investidores também avaliaram a ata da última reunião do Federal Reserve, banco central americano, que detalhou os motivos da decisão de manter os juros estáveis e sinalizou disposição para elevá-los caso a inflação não recue.

Petrobras sobe pelo quinto pregão seguido

As ações da Petrobras subiam 1,36% no fim da tarde, a R$ 43,18, no quinto pregão seguido de alta, em meio a resultados positivos na prospecção do poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas. A companhia estima concluir a perfuração em cerca de 15 dias, quando deve medir a extensão e o volume recuperável do reservatório. Já as ações da Vale subiam 0,68%, a R$ 72,04, acompanhando a alta do minério de ferro na bolsa de Dalian, na China.

No mercado corporativo, o Grupo Multilaser recuava 3,98%, a R$ 1,69, após anunciar provisão de cerca de R$ 20 milhões para perdas com recebíveis ligados à Casas Bahia, somando-se a outros R$ 11 milhões já provisionados anteriormente. A Simpar anunciou reorganização societária que levou sua controlada CS Infra a assumir 100% da concessão CS Mobi Leste SP, responsável pela gestão de terminais e estações de ônibus em São Paulo, além da venda da participação na BRT Sorocaba por R$ 75 milhões. Já as ações da Casas Bahia subiam 4,88%, a R$ 0,43, após dois pregões seguidos de forte queda; a companhia negou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ter definição sobre a negociação de um empréstimo de R$ 1 bilhão.





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