spot_imgspot_img

Top 5

Últimas notícias

Dólar sobe a R$ 5,18 e Bolsa cai com juros, inflação e relatório do JPMorgan


O dólar fechou nesta quarta-feira (12) cotado a R$ 5,179, alta de 0,36%, depois de já ter subido 1% no dia anterior, atingindo a maior cotação em seis semanas. O movimento reflete a saída de recursos estrangeiros do país, em meio à reação do mercado à ata do Copom, ao IPCA de julho e a um relatório do JPMorgan sobre o Brasil.

Como ficaram os principais indicadores

A moeda americana abriu o dia com leve queda, mas passou a subir ao longo da tarde até fechar cotada a R$ 5,179 na venda.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, também operou perto da estabilidade na maior parte do pregão, mas fechou em queda de 0,23%, aos 167.491 pontos. No dia anterior, o índice já havia recuado 2,5%, fechando aos 167.874 pontos, o menor nível desde 19 de junho.

Ibovespa fechou com queda de 0,23%, o menor nível desde 19 de junho (Foto: Agência Brasil)

O que pressionou o mercado

Uma combinação de fatores explica o movimento dos últimos dias. O IPCA de julho veio acima do esperado, e a ata do Copom manteve um tom cauteloso, o que reduziu as apostas em um ritmo mais acelerado de cortes na Selic e pressionou as taxas de juros futuros. A saída de capital estrangeiro e a queda de ações de peso, como bancos, Petrobras e Vale, também contribuíram para o recuo da Bolsa.

Outro fator de pressão foi um relatório do JPMorgan que rebaixou a recomendação de investimento no Ibovespa, de compra para neutra, citando maior percepção de risco no país, possível estagnação nos cortes de juros depois de setembro de 2026 e incertezas ligadas às eleições de outubro.

O câmbio também reagiu a dados dos Estados Unidos: a inflação americana voltou a subir em julho, mesmo com a queda no preço da gasolina. Depois de uma deflação de 0,4% em junho, o índice de preços ao consumidor americano subiu 0,1% em julho, segundo o Departamento de Estatísticas Trabalhistas dos Estados Unidos. Nos últimos 12 meses, a alta acumulada chegou a 3,4%, acima da meta do Federal Reserve, banco central americano.

O resultado reforça um cenário de queda gradual da inflação, mas ainda distante da meta de 2%: a queda veio principalmente da energia, enquanto os preços de serviços seguiram subindo, cenário que tem levado o mercado a projetar uma eventual alta de juros nos Estados Unidos em outubro, e não em setembro.

O preço do petróleo também seguiu pressionado no exterior, com o mercado ainda inseguro sobre a reabertura total do Estreito de Ormuz, rota por onde passava 20% do fornecimento mundial de petróleo antes da guerra. O barril do tipo Brent, referência internacional, com entrega para outubro, fechou em alta de 0,08%, a US$ 88,98, perto da maior cotação em dois meses.

Corporativo

Na Bolsa, os investidores também reagiram a balanços de empresas listadas na B3. A B3, administradora da própria Bolsa, teve lucro de R$ 1,38 bilhão no segundo trimestre, alta de 8% em um ano. A venda da participação na Dimensa, por R$ 665 milhões, gerou um efeito positivo não recorrente de R$ 123,9 milhões, o que elevou o lucro total do período para R$ 1,7 bilhão. As ações da B3 caíam 0,28% no fim da tarde, a R$ 14,25.

A construtora Cury teve lucro operacional de R$ 311,2 milhões no trimestre, alta de 16,5%, e anunciou distribuição adicional de R$ 190 milhões em dividendos em agosto. As ações da empresa recuavam 1,75% no fim da tarde, a R$ 30,95.

Já o PagBank teve lucro de R$ 576 milhões no segundo trimestre, com receita líquida de R$ 3,38 bilhões, alta de 1,7% em um ano, e retorno sobre o patrimônio de 15,6%, 0,3 ponto percentual acima do registrado um ano antes. Em Nova York, as ações do banco digital fecharam valendo US$ 8,89.

Depois do fechamento do mercado, ainda saem os balanços de Casas Bahia, Americanas e Oncoclínicas, com atenção voltada principalmente para o caixa dessas companhias.





ICL Notícias

CANAL TREZZENEWS

trezzenews