Por Rafael Medeiros – TREZZE Comunicação Integrada.
O DSX, maior evento de marketing digital e tecnologia do Norte do Brasil, consolidou-se como um espaço de inovação e debate estratégico para o cenário político-eleitoral. Mas enquanto a direita e o centro dominavam os painéis, uma ausência gritante denunciava uma crise profunda: a esquerda simplesmente não estava lá. Nem como palestrante, nem como ouvinte, nem mesmo como curiosidade. Enquanto o marketing político, enquanto ciência, avança em técnicas digitais, inteligência de dados e narrativas disruptivas, a esquerda parece insistir em um ostracismo voluntário — e depois culpa o “sistema” por suas derrotas.
Destaques não faltaram no evento. Lucas Pimenta nos Olhos emergiu como uma das vozes mais revolucionárias do marketing político nacional, com uma abordagem desburocratizada e visionária. Seu jeito direto e sua capacidade de antever tendências o colocam no caminho para se tornar um dos nomes mais influentes do setor. Já o amazonense Jack Serafim, diamante da casa, confirmou por que é referência não apenas no Norte, mas muito em breve por todo o Brasil. Com didática afiada e vivência prática, Serafim representa o que há de melhor no marketing político regional — sem perder o rigor técnico e a projeção nacional.
Mas esses brilhos só tornam mais obscuro o buraco deixado pela esquerda. Nenhum assessor de partidos progressistas, nenhum estrategista petista, nenhum comunista interessado em tecnologia digital. “A não ser o que vos escreve!” Nada! Nadica de nada! A esquerda radical, que até tenta se apropriar das ferramentas digitais para propaganda, estava invisível. E o pior: a esquerda moderada, a que se diz “profissional”, nem sequer demonstrou interesse. Enquanto o DSX discutia algoritmos, redes sociais e microtargeting, a esquerda parece ainda acreditar que panfletagem e discursos inflamados bastam para vencer eleições no século XXI.

O resultado? Uma desconexão abissal entre a militância digital da direita — que ocupa espaços, domina narrativas e testa ferramentas — e a esquerda, que prefere o conforto da autorrecusa. Quando as urnas fecharem e os números mostrarem mais uma derrota, a culpa, claro, será do “golpe”, do “sistema”, do “capital”. Nunca da preguiça estratégica de quem sequer apareceu para aprender.
Isso pode mudar? Sim! Acredito que sim! Mas o vazio que notei é um reflexo de arrogância, de anticientificismo, de quem acha que por ter ganhado a última eleição com a bola batendo na trave, tirando tinta e entrando quase que sem querer é achar-se pretensioso demais em que o mundo estático seria o mesmo de 2002.
O DSX deixou claro: o futuro do marketing político é tecnológico, ágil e sem barreiras ideológicas para a inovação. Quem ficar de fora, será varrido. E, pelo visto, a esquerda já escolheu seu lugar: longe do jogo.
“ Lula não venceu Bolsonaro em 2022, foi Bolsonaro quem perdeu pro Lula. Foi tinta na trave sim! “
Rafael Medeiros – TREZZE Comunicação Integrada.




