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Mercados globais operam sem direção única


Os mercados globais iniciam esta quinta-feira (30) sem direção única, refletindo a combinação entre a alta do petróleo e a repercussão de balanços de grandes empresas de tecnologia, que reforçam a expectativa de demanda sustentada por inteligência artificial (IA).

Nos Estados Unidos, resultados corporativos seguem no centro das atenções. A Alphabet avançou no pós-mercado após superar projeções, enquanto Microsoft e Amazon também registraram desempenho positivo. Em contrapartida, a Meta Platforms pressionou o setor ao levantar preocupações sobre o ritmo de investimentos em IA. O foco agora se volta aos números da Apple.

No mercado de commodities, o petróleo Brent atingiu o maior nível em quatro anos, superando US$ 126 por barril antes de amenizar ganhos. A movimentação ocorre em meio ao aumento das tensões geopolíticas, após sinais de possível endurecimento da política externa dos EUA.

A agenda econômica concentra indicadores relevantes no Brasil e no exterior, em um ambiente ainda impactado por decisões recentes de política monetária do Banco Central e do Federal Reserve. No Brasil, dados fiscais e de mercado de trabalho devem oferecer pistas sobre a trajetória econômica. Já nos EUA, indicadores como inflação medida pelo PCE, PIB do primeiro trimestre e pedidos de auxílio-desemprego tendem a influenciar as expectativas sobre os próximos passos do Fed.

Na Europa, investidores acompanham dados de inflação, atividade e emprego, além de sinalizações do Banco Central Europeu. O conjunto de informações reforça a cautela em um cenário de incertezas geopolíticas, pressão inflacionária e transição no ciclo monetário global.

Brasil

Ibovespa acumulou a sexta queda consecutiva na quarta-feira (29), recuando 2,05%, aos 184.750,42 pontos — a maior baixa desde março. O movimento refletiu um dia de cautela generalizada, já antecipada por investidores diante de eventos relevantes no cenário global.

O dólar comercial avançou 0,40%, a R$ 5,001, enquanto os juros futuros subiram em toda a curva, acompanhando o aumento da aversão ao risco.

A tensão geopolítica ganhou força após os Estados Unidos rejeitarem proposta do Irã envolvendo o Estreito de Ormuz. O petróleo disparou e se aproximou dos US$ 120, enquanto o ouro recuou.

Europa

As bolsas europeias operam no campo negativo, com os investidores de olho nos desdobramentos da guerra no Oriente Médio, além de dados macroeconômicos e resultados corporativos.

O Banco Central Europeu e o Banco da Inglaterra divulgarão suas decisões de política monetária hoje.

STOXX 600: -0,16%
DAX (Alemanha): -0,24%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,47%
CAC 40 (França): -1,08%
FTSE MIB (Itália): -0,64%

Estados Unidos

Os índices futuros operam mistos hoje, com os investidores à espera da divulgação do índice de inflação PCE de março, do PIB e mais balanços corporativos.

Dow Jones Futuro: -0,46%
S&P 500 Futuro: -0,06%
Nasdaq Futuro: +0,10%

Ásia

Os indicadores asiáticos fecharam mistos, com destaque para o índice Kospi, da Coreia do Sul, que registrou seu melhor mês em 28 anos, como reflexo do otimismo dos investidores com o setor de tecnologia.

Shanghai SE (China), +0,11%
Nikkei (Japão): -1,06%
Hang Seng Index (Hong Kong): -1,28%
Nifty 50 (Índia): -0,60%
ASX 200 (Austrália): -0,24%

Petróleo

O petróleo Brent subiu para o maior valor em quatro anos nesta quinta, após um relatório indicar que militares dos EUA informariam o presidente Donald Trump sobre uma possível ação contra o Irã, aumentando as preocupações de que um conflito armado possa ser retomado.

Petróleo WTI, +1,30%, a US$ 108,27 o barril
Petróleo Brent, +3,21%, a US$ 121,82 o barril

Agenda

Nos EUA, serão divulgados o índice PCE de março e o PIB do 1º trimestre.

Na zona do euro, saem os dados da inflação (preliminar) de abril, o PIB do 1º trimestre, a taxa de desemprego de março e a taxa de depósito e de refinanciamento.

Por aqui, no Brasil, os patamares mais elevados dos preços da energia elétrica no Brasil refletem questões estruturais e concretas que estão afetando o setor elétrico atualmente, e não “falhas de mercado ou de modelos”, defendeu o diretor-presidente da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Alexandre Ramos, na quarta-feira. “É bom lembrarmos do período úmido que se encerrou em abril, e foi o sétimo pior do histórico, o aumento da participação das fontes intermitentes e até impactos da crise geopolítica do Oriente Médio para o custo dos combustíveis”, disse Ramos, ao citar alguns fatores altistas sobre os preços durante participação em evento da CCEE.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





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