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O Castelo de Cartas da Amazonprev: Wilson Lima perde o foro enquanto relatório expõe jogo de alto risco com dinheiro do servidor

A blindagem caiu.

No momento em que Wilson Lima deixa o comando do estado e, consequentemente, o manto do foro privilegiado, um “esqueleto” sai do armário da Amazonprev para assombrar o futuro político do ex-governador. Um relatório técnico explosivo, obtido com exclusividade, revela que a cúpula da fundação ignorou sinais vermelhos gritantes para seguir de mãos dadas com o Banco Master.

1. O Alerta que Ninguém Quis Ouvir

Enquanto o mercado financeiro tradicional, incluindo gigantes como a Caixa Econômica Federal , recuava e evitava exposição ao Banco Master, a gestão de Evilázio Nascimento homem de confiança indicado por Wilson Lima decidiu caminhar no sentido oposto.

O Relatório nº 017/2025 é o “batom na cueca” dessa gestão. Entre os dias 28 e 30 de maio de 2025, técnicos da fundação realizaram uma varredura presencial em diversas instituições. O veredito sobre o Banco Master foi um balde de água fria:

Rentabilidade Atípica: Ofertas de IPCA + 11,5%, números que no mundo dos investimentos costumam gritar “perigo”.
Crescimento Agressivo: Uma captação de R$ 20 bilhões em apenas um ano, mas acompanhada de dívidas de curto prazo que sufocavam a liquidez da instituição.

2. A Digital da Cúpula

Não há como alegar desconhecimento. A assinatura digital de Evilázio Nascimento está cravada no documento. O relatório prova que a presidência da Amazonprev sabia que a estabilidade do banco dependia de “manobras” estruturais, como a venda de ativos ao BTG Pactual, para não quebrar.
Mesmo diante de perguntas incômodas sobre a capacidade do banco em responder a órgãos de controle (como o Ministério da Previdência e Tribunais de Contas), a interlocução foi mantida. Por que arriscar o patrimônio de milhares de servidores em uma instituição que o próprio corpo técnico classificou como de “alto risco”?

O Ponto de Inflexão: O que antes era uma decisão técnica questionável, agora, com Wilson Lima sem foro, torna-se munição para investigações que podem atingir o coração do grupo político que comandou o Amazonas.

3. O Risco Sistêmico e a Herança Maldita

O documento vai além e aponta um risco sistêmico. Não se trata apenas de uma aplicação ruim; trata-se de um volume de emissões com juros tão altos que poderiam desestabilizar o próprio mercado institucional.

Para o servidor público amazonense, a pergunta que fica é: o meu futuro foi usado como moeda de troca em uma aposta arriscada?

4. Sem Foro, Sem Blindagem

Com a renúncia de Wilson Lima e a transição para a gestão interina de Roberto Cidade (que manteve Nascimento no cargo), o cenário mudou. A justiça comum agora é o destino de qualquer desdobramento sobre essas supostas fraudes. Sem o privilégio do cargo, Lima está exposto ao rigor das apurações que prometem passar o pente fino em cada centavo da previdência estadual.

A era da impunidade parece ter encontrado seu limite na precisão técnica de um relatório que ninguém conseguiu apagar.

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