As obras que ampliaram a Ocupação Manuel Congo, do Movimento Nacional de Luta pela Moradia, foram concluídas, e o prédio está pronto para sua inauguração oficial neste sábado, 22 de novembro. O edifício localizado no Centro do Rio de Janeiro abriga 42 famílias que, juntas, somam cerca de 128 pessoas.
Após 18 anos de luta, a Ocupação, que fica ao lado da Câmara Municipal, concluiu as obras de requalificação do prédio, financiadas pelo Programa Minha Casa Minha Vida – Entidades. O projeto recebeu um valor de R$ 3,8 milhões, que resultou na criação de 42 apartamentos, cada um com dois quartos, além de áreas comuns para os moradores.
Pensando na sustentabilidade e nas condições materiais de manutenção das famílias no centro da cidade, o edifício foi equipado com um restaurante, que servirá como espaço de geração de trabalho e renda para parte das famílias.
O plano de instalação de energia solar no prédio já está sendo executado, com apoio da Elo/Caixa Econômica Federal. A ideia é garantir a produção de energia limpa e redução dos custos. O movimento agora avança para a titulação coletiva, que será assinada pelas famílias neste sábado (22).
A festa de inauguração começa a partir de 12h. Além da solenidade de assinatura do documento de titulação, contará também com uma programação com feijoada e música.

Ocupação Manuel Congo
Abandonado pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) há mais de 10 anos, o edifício passou a ser o lar de centenas de pessoas com o surgimento da Ocupação Manuel Congo. Em 2014, uma reforma transformou o edifício comercial de 10 andares em um prédio habitacional.
A Manuel Congo foi regularizada em 2024 e se tornou referência nacional como a primeira ocupação do país contratada na modalidade de Requalificação/Retrofit e tende a ser a primeira também com titulação coletiva no contexto urbano.
Essa titulação coletiva, que contraria a individualização de propriedades, faz parte de um debate do MNLM pela desmercantilização da moradia e para que essa conquista não acabe, por meio de locação e venda, nas mãos do mercado imobiliário.
“Tinha muita incerteza no início, foi uma luta muito difícil. Mas valeu a pena, a gente conseguiu. Hoje estamos aqui felizes com a nossa casinha quase pronta. A expectativa é boa, mas também tem uma ansiedade para concluir o que a gente lutou até agora”, confidenciou Elci da Silva Freitas, quando foi anunciada a regularização da Manuel Congo. Ela mora em um apartamento da Ocupação com os dois filhos.
*Com informações de Agência Brasil






