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ONU diz que ofensiva dos EUA sobre Venezuela abre ‘precedente perigoso’


O Conselho de Segurança da ONU vira palco de troca de acusações entre potências. Nesta segunda-feira, em Nova York e poucos quilômetros de onde Nicolás Maduro estava sendo apresentado à Justiça, o órgão máximo das Nações Unidas foi convocado em caráter de emergência para lidar com a crise na Venezuela.

O que se viu, porém, foi a transformação do encontro em uma demonstração da tensão global e do abalo nas regras que administram as relações internacionais.

A reunião foi convocada pelo governo de Caracas, apoiada pela Colômbia. Mas, antes mesmo do encontro começar, a tensão marcou as negociações. O governo de Donald Trump tentou limitar o número de países que seriam autorizados a falar, sob a alegação de que o encontro poderia ficar “longo demais”.

A primeira a falar foi Rosemary Di Carlo, vice-secretária-geral da ONU. Ela leu uma declaração em nome do secretário-geral, António Guterres. Segundo a entidade, a reunião ocorre em um “momento grave”.

Apesar dos detalhes da operação militar, para ele, o que não está certo é o futuro da Venezuela. Guterres indicou que está preocupado com a intensificação da violência no país, na região e criaria um “precedente sobre como deve ocorrer a relação entre países”.

Guterres deixou claro que o governo Maduro violou direitos humanos e não foi transparente sobre as eleições de 2024. Mas alertou sobre a necessidade de que o direito internacional e a Carta da ONU sejam respeitadas.

“Estou profundamente preocupado que regras não foram respeitadas na ação militar na Venezuela”, disse. Segundo ele, as regras internacionais proíbem ataques contra outros países.

“Venezuela viveu por décadas instabilidade, democracia foi minada e milhões deixaram o pai4s. Mas é ainda possível evitar uma guerra maior”, alertou Guterres. Ele pediu que haja dialogo democrático e que os venezuelanos possam definir seu próprio futuro.

A palavra então foi passada para Jeffrey Sachs, presidente da rede de soluções de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Seu nome foi proposto pela Colômbia e teve apoio de Rússia e China.

“O que está em questão não é o governo. Mas se alguém tem o direito de controlar outro país”, alertou.

Segundo ele, desde 1947, os EUA usou força e manipulação para mudar regimes em outros países. Isso ocorreu em 70 ocasiões e não acabou com o fim a Guerra Fria. Agora, o foco seria a Venezuela.

“Sao medidas ilegais e que geram mais violência e profundo sofrimento da população civil”, alertou.

Segundo Sachs, diferentes governos americanos tentaram derrubar o governo da Venezuela durante os últimos 20 anos.





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