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PF prende sete PMs suspeitos de trabalharem para tráfico e milícia no Rio


Por Jóse Marques

(Folhapress) – Pelo terceiro dia seguido, a Polícia Federal cumpre mandados de prisão determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de envolvimento de autoridades com o crime organizado no Rio de Janeiro.

Nesta quarta-feira (11), são cumpridos sete mandados de prisão preventiva (sem tempo determinado) e também buscas e apreensões contra um grupo formado por policiais militares do Rio suspeitos de terem sido cooptados por facções criminosas e a milícia.

Em ações anteriores, na segunda (9) e na terça-feira (10), foram presos um delegado da Polícia Federal, um ex-secretário de estado e policiais civis que teriam atuado para ajudar ou para extorquir traficantes.

A primeira fase da ação, na segunda, prendeu o delegado federal Fabrizio Romano sob suspeita no caso envolvendo o ex-deputado TH Joias, que teria ligação com o Comando Vermelho. A defesa de Romano nega que ele tenha cometido irregularidades.

Na terça, foram presos o delegado de Polícia Civil Marcus Henrique de Oliveira Alves e os policiais civis Franklin Jose de Oliveira Alves e Leandro Moutinho de Deus. A reportagem não teve acesso à defesa dos três.

A primeira fase da ação, na segunda, prendeu o delegado federal Fabrizio Romano sob suspeita no caso envolvendo o ex-deputado TH Joias (Foto: Reprodução)

Operação de quarta

A operação desta quarta acontece nas cidades do Rio de Janeiro, em Taquara, Freguesia, Campo Grande e Santa Cruz, Nova Iguaçu (RJ) e Nilópolis (RJ).

Moraes determinou que os investigados sejam afastados da suas funções públicas e a quebra de sigilo de dados dos equipamentos eletrônicos apreendidos com eles.

cordo com a PF, os PMs alvos da operação “se utilizavam das prerrogativas da farda e da função pública para atuar em benefício do crime organizado”.

“A investigação evidenciou uma estrutura voltada não apenas à facilitação logística para o tráfico e milícias, mas também à blindagem de criminosos e à ocultação do proveito econômico ilícito”, afirma a polícia.

A investigação apura suspeitas dos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e ativa e lavagem de dinheiro. O material pode dar subsídio a novas investigações relacionadas à operação.





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