A poluição gerada por carros, ônibus e caminhões movidos a combustíveis fósseis pode elevar em 47% o número de mortes associadas a doenças cardiovasculares, respiratórias e neurológicas no Brasil até 2050, segundo um estudo do Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT).
O levantamento aponta que, somente em 2024, a emissão de poluentes pelo transporte rodoviário esteve relacionada a cerca de 8 mil mortes prematuras e a 9,2 mil novos casos de asma infantil no país. Caso a frota nacional continue crescendo sem uma transição acelerada para tecnologias mais limpas, os impactos sobre a saúde pública tendem a se agravar nas próximas décadas.
Os pesquisadores destacam que a adoção de veículos de emissão zero, especialmente no transporte coletivo e na logística de cargas, poderia reduzir em até 63% os óbitos ligados à poluição do ar e cortar em 80% os casos de asma infantil até meados do século.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) já reconhece a poluição atmosférica como um dos principais fatores de risco ambiental para doenças cardiovasculares, acidentes vasculares cerebrais (AVCs), câncer de pulmão e outras enfermidades crônicas.
De acordo com o estudo, as decisões tomadas nos próximos anos sobre renovação de frota e eletrificação do transporte serão determinantes para a qualidade do ar nas cidades brasileiras e para a redução dos custos do sistema de saúde no futuro.






