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Reunião entre Baleia Rossi e Tarcísio trata Tebet praticamente fora do MDB


Por Cleber Lourenço

A reunião realizada nesta segunda-feira (9), no Palácio dos Bandeirantes, entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, foi muito além de uma conversa protocolar sobre alianças estaduais. Nos bastidores, o encontro é lido como um marco político: ele praticamente sela a saída da ministra do Planejamento, Simone Tebet, do MDB.

Segundo interlocutores que acompanham de perto as negociações, a costura feita entre Tarcísio e Baleia reposiciona o MDB de São Paulo de forma definitiva no campo do governador e torna incompatível a permanência de Tebet na legenda.

Nesse contexto, o MDB deixou explícito que o apoio a Tarcísio passa por contrapartidas claras: a indicação do vice na chapa ou, alternativamente, a garantia de um espaço majoritário com um nome do partido na disputa ao Senado. A ministra, que hoje ocupa um dos principais cargos do governo Lula, ficaria politicamente isolada dentro do partido — especialmente em um estado que concentra peso decisivo nas eleições nacionais.

A leitura interna é direta: com o MDB apostando suas fichas em Tarcísio no plano estadual, Simone Tebet perde lastro partidário para seguir como um nome viável dentro da sigla. Nesse redesenho, a direção emedebista deixou claro o objetivo central da negociação: ocupar a vice na chapa de reeleição do governador ou garantir um espaço na disputa ao Senado com um nome do partido. A consequência mais provável, avaliam dirigentes, é a saída da ministra do MDB nos próximos meses.

Senado no radar

A mesma articulação também antecipou o destino eleitoral de Tebet. Nos bastidores, já é dada como praticamente certa sua candidatura ao Senado por São Paulo em 2026 — fora do MDB. A hipótese de disputar uma vaga pelo estado ganhou força justamente porque o partido, sob o comando de Baleia, passou a priorizar uma estratégia de alinhamento com o governador paulista, abrindo espaço para novas composições na disputa majoritária.

Dirigentes ouvidos avaliam que a permanência de Tebet no governo Lula segue sendo útil no curto prazo, mas politicamente insustentável no médio prazo se ela insistir em permanecer em um partido que caminha em direção oposta. O encontro de ontem apenas acelerou um processo que já vinha sendo discutido de forma reservada.

No tabuleiro de 2026, o recado foi claro: o MDB escolheu lado em São Paulo. E, ao fazer isso, empurrou Simone Tebet para fora do partido e para uma nova construção eleitoral, com o Senado no horizonte.





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