Mariana dos Santos Candido, de 41 anos, que morreu após complicações decorrentes de uma colonoscopia no Hospital Municipal de Ermelino Matarazzo, em São Paulo, havia demonstrado preocupação e receio antes de realizar o exame, segundo relato de familiares. De acordo com a tia da vítima, a professora Mara Aparecida, ela chegou a comentar que estava com medo do procedimento nos dias que antecederam a consulta médica.
“Ela me ligou antes de ontem só para dizer: ‘Tia, eu te amo’. Foi a última vez que nós conversamos. Ela disse que faria o exame no dia seguinte e que estava com medo”, contou.
A morte gerou comoção entre parentes e amigos, que agora cobram esclarecimentos sobre as circunstâncias do caso. A família busca entender o que aconteceu durante e após o exame, considerado um dos principais métodos de prevenção e diagnóstico de doenças intestinais.
Segundo os familiares, a paciente realizou a colonoscopia e apresentou complicações que evoluíram para um quadro grave. Ela chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu.
O caso está sendo acompanhado pelas autoridades competentes e poderá ser investigado para apurar se houve falha ou intercorrência médica durante o procedimento. Enquanto aguardam os resultados das apurações, parentes afirmam viver um momento de dor e incerteza.
“Ela estava com medo”, relatou a tia da vítima, ao lembrar das conversas que teve com a sobrinha antes da realização do exame. A declaração reforça o impacto emocional causado pela tragédia, que reacendeu debates sobre segurança, protocolos e acompanhamento de pacientes submetidos a procedimentos invasivos.
A família aguarda a conclusão dos laudos e das investigações para esclarecer as causas da morte e definir possíveis medidas judiciais.




