Depois de exigir o petróleo da Venezuela, o presidente Donald Trump anuncia que, a partir de agora, a Venezuela irá comprar exclusivamente produtos americanos.
Em um anúncio em suas redes sociais, o republicano afirmou que o acordo envolve agricultura, remédios e outros setores. A decisão, na prática, transforma a economia venezuelana em um protetorado dos EUA, com navios de guerra em sua costa e o monopólio de suas exportações e importações.
“Acabei de ser informado de que a Venezuela comprará SOMENTE produtos fabricados nos Estados Unidos com o dinheiro que receberá do nosso novo acordo petrolífero”, disse Trump.
“Essas compras incluirão, entre outras coisas, produtos agrícolas americanos, medicamentos, dispositivos médicos e equipamentos fabricados nos Estados Unidos para melhorar a rede elétrica e as instalações de energia da Venezuela”, explicou.
“Em outras palavras, a Venezuela está se comprometendo a fazer negócios com os Estados Unidos da América como seu principal parceiro – uma escolha sábia e muito boa para o povo venezuelano e para os Estados Unidos”, completou.
No auge da relação entre Brasil e Venezuela, Caracas chegou a ser o sexto maior destino das exportações brasileiras, principalmente no setor de alimentos e produtos do setor de saúde.
Abalada pelas sanções impostas justamente pelos EUA e problemas de gestão, a economia venezuelana desabou.
Seu Produto Interno Bruto (PIB) encolheu cerca de três quartos entre 2014 e 2021. No entanto, a economia cresceu 5% em 2023. No mercado financeiro, a estimativa é de que a Venezuela possua uma dívida de US$ 150 bilhões.
No auge da pressão econômica e na tentativa de asfixiar o país, a inflação superou a marca de 6 mil porcento. A produção de petróleo caiu para um terço apenas de seu ponto mais alto.
Se Hugo Chávez promoveu uma tentativa de distribuir a renda do petróleo, num momento em que o barril estava acima de US$ 100,00, ele foi criticado por não ter aproveitado o período de abundância para diversificar a economia e a produção do país.






