Por: Rafael Medeiros | TREZZE Comunicação Integrada.
Por uma análise crítica da ofensiva imperialista na madrugada de 3 de janeiro de 2026
A madrugada deste sábado, 3 de janeiro de 2026, entrará para a história como um dos capítulos mais sombrios da agressão imperialista no século XXI. Sob ordens diretas de Donald Trump, os Estados Unidos desferiram um ataque covarde contra Caracas, bombardeando alvos estratégicos e executando o sequestro do presidente democraticamente eleito, Nicolás Maduro, e da primeira-dama Cilia Flores. O que o governo norte-americano tenta vender como uma “operação brilhante” é, na verdade, um ato nítido de pirataria internacional e terrorismo de Estado.

O Petróleo como Motor da Barbárie
Sob a ótica do materialismo histórico, não há espaço para ilusões: a ofensiva de Trump não tem como objetivo a “democracia” ou a “liberdade”. O motor dessa agressão é a acumulação de capital e a crise energética global. A Venezuela possui a maior reserva de petróleo do planeta, e o capital financeiro internacional, personificado na política belicista de Washington, não tolera que tamanha riqueza esteja sob o controle de um projeto soberano.
O sequestro de Maduro é a culminação de meses de bloqueio naval e sanções criminosas que visavam asfixiar a economia venezuelana para facilitar o saque. Trump não age como um estadista, mas como um preposto das grandes corporações petrolíferas que buscam converter a América Latina, mais uma vez, em seu quintal produtivo.
A Violação da Soberania e o Fim da Diplomacia
Ao bombardear Caracas e sequestrar um chefe de Estado, o governo Trump rasgou a Carta das Nações Unidas e todos os princípios de convivência diplomática. O uso da força bruta para depor líderes que não se curvam aos interesses da Casa Branca é uma tentativa desesperada de instaurar uma “polícia do mundo”, ignorando a vontade do povo venezuelano que, neste momento, ocupa as ruas em resistência.
A agressão contra a Venezuela é uma agressão contra todos os povos do Sul Global que lutam por sua independência. É a reedição da Doutrina Monroe em sua face mais fascista e violenta.
Resistência Popular e Solidariedade de Classe
O povo venezuelano, herdeiro das lutas de Simón Bolívar e Hugo Chávez, demonstra sua soberania ao não se curvar diante dos mísseis. A resposta da classe trabalhadora internacional deve ser de solidariedade irrestrita. Não se trata apenas de defender um governo, mas de defender o direito fundamental de um povo de decidir seu próprio destino sem a interferência de botas militares estrangeiras.
Exigimos a imediata prova de vida de Nicolás Maduro e sua esposa, a retirada completa das tropas e aeronaves norte-americanas e o fim imediato da agressão. O mundo precisa saber: o petróleo é do povo, a Venezuela é soberana e o imperialismo não passará!
FORA IMPERIALISMO DA AMÉRICA LATINA!
MADURO LIVRE E DE VOLTA À VENEZUELA!🇻🇪
Por Rafael Medeiros | TREZZE Comunicação Integrada






