spot_imgspot_img

Top 5

Últimas notícias

PL confirma De Toni e Carlos Bolsonaro ao Senado e rifa Amin em SC; esquerda tenta aproveitar


Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni serão os nomes do PL para disputar o Senado em Santa Catarina. A confirmação veio em uma fala do governador Jorginho Mello, presidente do PL-SC. A fala ocorreu em entrevista, após uma série de fatos que resultaram em brigas entre políticos bolsonaristas, indisposição da deputada federal com lideranças partidárias e que, por fim, culminaram no isolamento de Esperidião Amin (Progressista), um dos políticos mais tradicionais de Santa Catarina.

A pressão de De Toni deu certo. Se até os últimos dias ela já era vista no Novo, hoje tem o nome confirmado pelo governador e volta à briga da qual havia sido preterida em acerto de Valdemar da Costa Neto com o Progressistas. Apesar da confirmação, a deputada ainda tem demonstrado insegurança com a possibilidade de o PL recuar mais uma vez e acabar dinamitando seu nome.

Agora, a esquerda de SC se organiza para tentar aproveitar o que se avalia como uma previsível divisão de votos entre os três candidatos bolsonaristas. Como o eleitor terá de escolher dois nomes na urna é possível que mesmo um bom desempenho em pesquisas eleitorais não seja um indicativo seguro de vitória para o bolsonarismo em um estado com clara predominância do eleitor conservador.

Desde o início das discussões sobre as eleições, o PT de Santa Catarina tenta construir uma chapa focada na disputa ao Senado, daí o principal nome cotado ser o de Décio Lima, presidente do Sebrae e nome de confiança do presidente Lula. Em 2022, Décio surpreendeu ao chegar ao segundo turno, mas acabou perdendo para Jorginho Mello.

O bom desempenho também faz com o ele seja igualmente cotado para o governo, a depender do que Lula decidir, mas também existe um nome referendado pelo presidente capaz de disputar a principal vaga na majoritária. Gelson Merísio foi deputado e presidiu a Assembleia Legislativa de Santa Catarina, tendo ido ao segundo turno nas eleições para governador em 2018, pelo PSD. Tal qual Décio, ele perdeu para a onda bolsonarista que assola o Estado.

Merísio participou das eleições de 2022 como articulador da frente ampla que reuniu perfis mais de centro, como o do ex-senador Dário Berger, às forças progressistas. O próprio Merísio sempre atuou, na política, na zona do Centrão, não tendo identificações claras com a esquerda além de uma relação de cordialidade.

O ex-deputado também atuou como conselheiro da JBS, com vínculos com os irmãos Batista, gigantes do ramo do agronegócio e indústria alimentícia. Ao seu nome, somou-se o da também ex-deputada estadual Angela Albino, que teve carreira política no PC do B e se prepara para ser uma possível vice.

O PT também conversa com o MDB, recentemente excluído do palanque de Jorginho Mello à reeleição em nome de uma composição inesperada com o Partido Novo. Já o PSOL tenta emplacar a candidatura do vereador de Florianópolis, Afrânio Boppré, que busca a posição ao governo na chapa para marcar posição da esquerda sem necessariamente precisar se aproximar de forças de centro.

No plano nacional, a estratégia do PT também sinaliza para a montagem de chapas de peso ao Senado para enfrentar o bolsonarismo. Santa Catarina, vista como um ambiente hostil ao campo progressista, pode surpreender no duelo com forças eleitorais expressivas.

O caminho de campanha de Décio Lima ao Senado já vem sendo apresentado, ainda que a candidatura não esteja confirmada. Se em 2022 ele chegou ao segundo turno se dizendo o candidato do presidente Lula, em 2026 ele vai abraçar a ideia de se mostrar uma força política capaz de ter pontes sólidas em Brasília e de contribuir com o Estado – o discurso viria em linha radicalmente oposta a de Carlos Bolsonaro, que migrou do Rio de Janeiro apenas para disputar a eleição.





ICL Notícias

CANAL TREZZENEWS

trezzenews