O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) aprovou nesta terça-feira (24) mudanças significativas no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. As alterações ampliam tanto os limites de renda das famílias quanto os valores máximos de financiamento dos imóveis, com o objetivo de aumentar o alcance da política pública.
A decisão foi unânime e também prevê o reforço financeiro do programa com recursos do Fundo Social, que deve destinar cerca de R$ 31 bilhões para novas contratações habitacionais.

Novas regras
Com as novas regras, o teto de renda mensal da faixa 1 subiu de R$ 2.850 para R$ 3.200. Já na faixa 2, o limite passou de R$ 4.700 para R$ 5.000. A faixa 3 teve o teto ampliado de R$ 8.600 para R$ 9.600, enquanto a faixa 4 — voltada à classe média e criada recentemente — passou de R$ 12 mil para R$ 13 mil.
Além da ampliação das faixas, o conselho também definiu uma nova taxa de juros de 4,50% para famílias com renda entre R$ 2.850,01 e R$ 3.200, dentro da faixa 1. A medida busca tornar o crédito mais acessível para um grupo maior de beneficiários.
Os limites de financiamento dos imóveis também foram reajustados. Na faixa 3, o valor máximo subiu 14%, passando de R$ 350 mil para R$ 400 mil. Já na faixa 4, o aumento foi de 20%, elevando o teto de R$ 500 mil para R$ 600 mil.
Com as mudanças, o governo pretende ampliar o acesso à moradia e estimular o setor da construção civil, aumentando o número de famílias atendidas pelo programa em todo o país.






