O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) aprovou nesta segunda-feira (11) o parecer que recomenda a cassação do mandato do deputado estadual Renato Freitas (PT). A decisão ocorre após a análise de representações ligadas a uma confusão envolvendo o parlamentar e um manobrista, registrada no Centro de Curitiba, em novembro de 2025.
Agora, a defesa do deputado terá cinco dias para apresentar recurso. Depois dessa etapa, o processo segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, será levado ao plenário da Alep, onde a cassação precisará do voto favorável de pelo menos 28 dos 54 deputados estaduais.
O caso que motivou o principal processo disciplinar ganhou repercussão após vídeos circularem nas redes sociais. Nas imagens, Renato Freitas aparece discutindo com um homem identificado como manobrista. Durante a confusão, o deputado empurra o homem após ser provocado, e a situação rapidamente evolui para agressões físicas, com troca de socos e chutes até a intervenção de pessoas que estavam no local.
Freitas sofreu fratura no nariz e precisou de atendimento médico. Já o manobrista teve ferimentos na região dos olhos.
Em entrevista à Rádio CBN após a sessão, o deputado afirmou que perdeu o controle ao acreditar que o homem teria colocado em risco a segurança de sua filha.
“O rapaz jogou o carro em cima de mim. Ele sabia quem eu era e por isso jogou o carro em cima de mim. Mas não se tratava só de mim. Eu estava com minha filha. Daí para mim já é demais, sou humano e falho”, declarou.
Renato Freitas também classificou o processo como resultado de perseguição política dentro da Assembleia. Em nota, o parlamentar afirmou que enfrenta “mais uma demonstração de perseguição política sistemática” e chamou o caso de “assassinato político, fruto do racismo institucional”.
Dos seis integrantes do Conselho de Ética, cinco votaram pela cassação, entendendo que houve quebra de decoro parlamentar compatível com a punição máxima. O único voto contrário foi do deputado Dr. Antenor (PT), que defendeu o arquivamento do processo ou a aplicação de sanções mais leves.
Além do pedido de cassação, o Conselho de Ética também aprovou, na mesma sessão, a suspensão das prerrogativas regimentais de Renato Freitas por 30 dias em outros dois processos. As medidas podem retirar temporariamente do parlamentar o direito de relatar projetos e presidir comissões.
Um dos casos envolve a participação do deputado em uma manifestação dentro de um supermercado. O outro está relacionado a uma discussão com o deputado Márcio Pacheco (Republicanos) e um assessor parlamentar após uma reunião da CCJ da Alep. As punições ainda dependem de votação em plenário.
ICL Notícias.






