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O castelo de mentiras do bolsonarismo está se desmoronando’, diz Lindbergh após Datafolha

Deputado do PT afirma que avanço de Lula sobre Flávio Bolsonaro revela desgaste da extrema direita após denúncias envolvendo o caso “Dark Horse”

O deputado federal Lindbergh Farias afirmou nesta sexta-feira (22) que os números da nova pesquisa Datafolha indicam um enfraquecimento do bolsonarismo diante da opinião pública. Segundo o parlamentar, o crescimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o senador Flávio Bolsonaro nas intenções de voto seria reflexo direto do desgaste provocado por denúncias recentes envolvendo aliados da extrema direita.

Em publicação nas redes sociais, Lindbergh relacionou o desempenho de Lula ao impacto do chamado caso “Dark Horse”, investigação que ganhou repercussão após reportagem do portal The Intercept Brasil apontar ligações entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

“A verdade está vindo à tona. Depois do escândalo do ‘Dark Horse’, o povo começou a ligar os pontos e o resultado apareceu na pesquisa”, escreveu o deputado. “Lula abre vantagem sobre Flávio Bolsonaro enquanto o castelo de mentiras deles vai desmoronando. Quando a verdade aparece, o Brasil responde”, acrescentou.

De acordo com o levantamento do Datafolha, Lula abriu vantagem de quase dez pontos sobre Flávio Bolsonaro em um eventual cenário de primeiro turno. A pesquisa também mostra o presidente à frente nas simulações de segundo turno da disputa presidencial.

O caso citado por Lindbergh envolve a produção do filme Dark Horse, obra biográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo reportagem publicada pelo The Intercept Brasil no último dia 13, Flávio Bolsonaro teria negociado com Daniel Vorcaro um financiamento de R$ 134 milhões para o projeto audiovisual. Desse total, R$ 61 milhões já teriam sido repassados.

Daniel Vorcaro é investigado em um esquema de fraudes financeiras que, conforme apuração da Polícia Federal, teria movimentado ao menos R$ 12 bilhões. O empresário encontra-se preso na carceragem da PF, em Brasília, enquanto negocia um possível acordo de colaboração premiada. A proposta inicial apresentada por sua defesa teria sido rejeitada pelos investigadores sob alegação de omissão de informações e seletividade nos fatos relatados.

Jair Bolsonaro, por sua vez, cumpre prisão domiciliar após condenação determinada pelo Supremo Tribunal Federal no inquérito relacionado à tentativa de ruptura institucional. A pena imposta ao ex-presidente foi de 27 anos de reclusão, a mais elevada entre os condenados no processo.

Redação 247

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