Os índices futuros dos Estados Unidos operam em queda nesta terça-feira (2), refletindo a realização de lucros após os principais indicadores de Wall Street encerrarem a sessão anterior em níveis recordes.
Além do movimento técnico, os mercados acompanham novos desdobramentos no Oriente Médio. Após afirmar na segunda-feira que não se preocupava com o impasse nas negociações com o Irã, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou mais tarde acreditar em um acordo para estender o cessar-fogo e permitir a reabertura do Estreito de Ormuz já na próxima semana. A região segue no foco dos investidores devido ao seu papel estratégico no transporte global de petróleo.
A agenda econômica também concentra atenções. Nos EUA, serão divulgados os dados de abertura de vagas de emprego (Jolts), indicador relevante para avaliar o ritmo da atividade econômica e as perspectivas para a política monetária.
Na Europa, o mercado aguarda os números de inflação de maio da zona do euro, em meio às preocupações com pressões de preços e os impactos de eventuais choques energéticos.
Na América Latina, o destaque é o início da tramitação da reforma tributária chilena no Senado.
Brasil
O Ibovespa iniciou junho em queda, ampliando para cinco pregões consecutivos a sequência negativa da Bolsa brasileira. O principal índice do mercado acionário recuou 0,91% na segunda-feira (1º), encerrando o dia aos 172.197 pontos. Com o resultado, o índice voltou a fechar abaixo dos 173 mil pontos pela primeira vez desde janeiro e acumula três meses seguidos de perdas.
Desde o agravamento do conflito envolvendo Irã e Estados Unidos, a Bolsa brasileira já perdeu mais de 16 mil pontos.
Por sua vez, o dólar comercial subiu no último dia de maio, agora caiu 0,39%, a R$ 5,023, no primeiro dia de junho.
Europa
As bolsas europeias operam no campo positivo, com os investidores à espera dos dados de inflação da zona do euro de maio. Em abril, a inflação da região saltou para 3%, ante 2,6% em março e bem acima da meta de 2% do Banco Central Europeu (BCE). A Europa é particularmente vulnerável a choques energéticos, por ser uma grande importadora líquida de energia.
STOXX 600: +0,88%
DAX (Alemanha): +1,32%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,51%
CAC 40 (França): +1,16%
FTSE MIB (Itália): +1,39%
Estados Unidos
Enquanto acompanham os dados do emprego, os investidores aguardam os resultados de Dollar General, Victoria’s Secret e Signet Jewelers.
Dow Jones Futuro: -0,19%
S&P 500 Futuro: -0,18%
Nasdaq Futuro: -0,03%
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam mistas, com os investidores acompanhando de perto as negociações sobre o conflito no Oriente Médio.
Shanghai SE (China), +0,43%
Nikkei (Japão): -0,30%
Hang Seng Index (Hong Kong): +2,52%
Nifty 50 (Índia): +0,57%
ASX 200 (Austrália): -0,06%
Petróleo
O petróleo opera em baixa após registrar sua maior alta em cerca de um mês, com os traders pessimistas sobre as negociações de cessar-fogo entre EUA e Irã.
Petróleo WTI, -1,68%, a US$ 90,61 o barril
Petróleo Brent, -1,87%, a US$ 93,20 o barril
Agenda
Nos EUA, saem os dados do relatório Jolts de abril, enquanto na zona do euro é aguardada a inflação preliminar de maio.
Por aqui, no Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) captou cerca de US$ 200 milhões junto ao Instituto de Crédito Oficial (ICO) da Espanha, informou o banco de fomento na segunda feira. Os recursos serão destinados ao financiamento de projetos verdes e sustentáveis no Brasil.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg






