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Em nova pesquisa Omar Aziz derrete e reforça cenário positivo para crescimento de David Almeida.

A nova pesquisa divulgada pelo instituto Direto ao Ponto Pesquisas provocou forte repercussão nos bastidores da política amazonense e reforçou uma percepção cada vez mais presente entre lideranças e analistas: a corrida pelo Governo do Amazonas está longe de estar definida.

Embora o senador Omar Aziz (PSD) mantenha a liderança das intenções de voto com 28%, os números revelam um cenário mais apertado do que o observado em levantamentos anteriores. Segundo os dados divulgados, Omar registrou queda em relação à pesquisa anterior, enquanto os demais pré-candidatos aparecem agrupados em uma faixa que mantém a disputa completamente aberta.

O principal destaque é o crescimento do bloco formado pelo ex-prefeito de Manaus e pré-candidato ao Governo do Amazonas, David Almeida (Avante), pelo presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), e pela Professora Maria do Carmo (PL). Os três aparecem tecnicamente próximos, com 21%, 20% e 19%, respectivamente.

Liderança já não parece tão confortável

Na avaliação de observadores políticos, o principal fato da pesquisa não é apenas quem ocupa a primeira colocação, mas a redução da distância entre o líder e seus principais adversários.

A vantagem que anteriormente parecia mais consolidada agora se mostra mais estreita. Em um cenário onde quase metade do eleitorado ainda admite mudar de voto, qualquer movimentação política relevante pode provocar alterações significativas nas próximas pesquisas.

Nos bastidores, a leitura é que a disputa entrou em uma nova fase, marcada pela consolidação de um grupo de candidatos competitivos e pela diminuição da margem de segurança da liderança.

David Almeida mantém competitividade na capital e no interior

Outro dado que chamou atenção foi o desempenho equilibrado de David Almeida entre Manaus e os municípios do interior.

De acordo com o levantamento, o ex-prefeito registra 21% tanto na capital quanto no interior, demonstrando capacidade de manter presença eleitoral em diferentes regiões do estado.

Analistas consideram esse comportamento um fator relevante em disputas estaduais, já que muitas candidaturas apresentam desempenho concentrado apenas em Manaus ou exclusivamente no interior.

O equilíbrio dos números sugere uma base eleitoral distribuída e potencial de crescimento à medida que o debate eleitoral se intensificar.

O fator Roberto Cidade pode mudar o jogo

Entre os elementos que ainda podem alterar significativamente o cenário está a definição oficial das candidaturas e dos alinhamentos políticos para 2026.

A eventual consolidação da pré-candidatura de Roberto Cidade, especialmente se vier acompanhada de apoio mais explícito do grupo político ligado ao governador Wilson Lima, poderá provocar uma reorganização do eleitorado governista.

A grande incógnita passa a ser justamente para onde migrarão os votos hoje compartilhados entre diferentes grupos políticos quando as alianças forem oficialmente definidas.

Essa movimentação tende a influenciar diretamente o desempenho dos principais concorrentes e pode redesenhar a disputa nos próximos levantamentos.

Eleitorado ainda está em aberto

A pesquisa também mostra que 49% dos entrevistados afirmam ter voto definido, enquanto 47% dizem que ainda podem mudar de opinião.

O dado demonstra que a eleição permanece aberta e sujeita a mudanças significativas ao longo dos próximos meses.

Para especialistas, o índice reforça que a disputa está apenas começando e que fatores como alianças, desempenho nas pré-campanhas, presença no interior e comunicação política terão peso decisivo na formação do cenário final.

Corrida segue sem favorito absoluto

Embora Omar Aziz permaneça numericamente na liderança, a nova pesquisa sinaliza uma disputa mais equilibrada do que a observada anteriormente.

Com David Almeida, Roberto Cidade e Maria do Carmo posicionados em uma faixa próxima de intenção de voto e com quase metade do eleitorado ainda suscetível a mudar de posição, o quadro atual indica uma sucessão estadual em aberto, sem definição antecipada e com espaço para novas movimentações políticas nos próximos meses.

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Por: Rafael Medeiros/ TREZZE Comunicação Integrada.

Fonte: Instituto Direto ao Ponto Pesquisas.

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