O dólar encerrou o pregão desta quinta-feira em baixa, cotado a R$ 5,10, revertendo o movimento de alta registrado nos primeiros horários da sessão. Na Bolsa de Valores, o Ibovespa recuperou o fôlego após abrir em queda e engatou uma forte valorização, aproximando-se dos 188 mil pontos na reta final do dia, impulsionado pela repercussão de novas pesquisas eleitorais e pelo desempenho das ações da Petrobras.
O cenário internacional foi fortemente impactado pela disparada nos preços do petróleo, com o barril do tipo Brent saltando acima de US$ 107 após o acirramento de conflitos geopolíticos no Oriente Médio que atingiram rotas e portos alternativos de exportação. O encarecimento da commodity reacendeu temores inflacionários globais, levando o Banco Central Europeu a elevar as taxas de juros na Zona do Euro, enquanto nos Estados Unidos os dados de inflação ao produtor mantiveram no radar a cautela quanto aos próximos passos do Federal Reserve. No Brasil, o governo adotou medidas fiscais e tributárias para conter o repasse dos combustíveis, enquanto o Banco Central realizou leilões simultâneos para dar liquidez ao mercado de câmbio.

Cenário político e impacto nas contas públicas
No ambiente doméstico, a divulgação de novas pesquisas eleitorais apontando empate técnico na disputa presidencial e avanço da oposição alterou o humor dos investidores. O mercado passou a precificar expectativas de maior responsabilidade fiscal no próximo ano, o que ajudou a reduzir o prêmio de risco e atraiu novas ordens de compra para a renda variável.
Destaques corporativos
No setor empresarial, as atenções se voltaram para a Petrobras, que ajustou seus preços após o encerramento de medidas provisórias e o anúncio de reduções tributárias pelo governo federal, com os papéis da estatal operando perto das máximas e sustentando o principal índice da Bolsa. O noticiário corporativo também registrou o encerramento oficial do processo de recuperação judicial da concessionária de energia Light.





