Em frente ao Cemitério do Tarumã, político relembrou os milhares de mortos no estado e criticou apoiadores do ex-presidente que atribuem exclusivamente ao governo estadual a responsabilidade pelas mortes
Em frente ao Cemitério do Tarumã, em Manaus, o delegado João Tayah fez duras críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos seus apoiadores pela condução da pandemia de Covid-19 no Brasil e no Amazonas. Ao relembrar o período mais crítico da crise sanitária, Tayah afirmou que a população amazonense não deve esquecer as milhares de vidas perdidas durante a pandemia.
Segundo o delegado, discursos que tentam atribuir exclusivamente ao governo estadual da época a responsabilidade pelas mortes representam uma tentativa de distorcer os fatos. Tayah lembrou ainda que o governador do Amazonas naquele período havia sido eleito com apoio político de Bolsonaro.
“Tem comediante bolsonarista que vem aqui querer enganar você, achando que você é besta. Dizendo que a culpa pelos mortos da Covid foi do governador na época. Quero lembrar os bolsonaristas que o governador da época foi eleito com apoio do Bolsonaro, um governador bolsonarista. Então não tira vocês da reta não, que a culpa também é de vocês”, afirmou.
Tayah também resgatou declarações e episódios que marcaram os momentos mais dramáticos da pandemia, quando hospitais de Manaus enfrentaram falta de oxigênio e famílias perderam vários de seus integrantes em sequência.
O político também mencionou o número de mortes registrado no estado e afirmou que a dimensão da tragédia não pode ser tratada com indiferença.
“16 mil mortos no estado do Amazonas”, destacou Tayah.
Para o delegado, o sofrimento das famílias que perderam parentes durante a pandemia não pode ser reduzido a uma disputa política ou tratado como “mimimi”. Na avaliação dele, as declarações feitas durante a crise sanitária precisam ser lembradas para que a sociedade possa avaliar as responsabilidades políticas daquele período.
Ao finalizar, Tayah classificou como negativo o legado deixado pelo governo Bolsonaro para o Amazonas e voltou a direcionar críticas aos seus adversários políticos.
As declarações foram feitas diante do Cemitério do Tarumã, local que, segundo Tayah, simboliza a dimensão da tragédia provocada pela pandemia e a necessidade de preservar a memória das vítimas da Covid-19 no Amazonas.





