Por Patrícia Pasquini
(Folhapress) – O número de casos de sarampo aumentou para 26 no estado de São Paulo. A informação é da Secretaria Estadual da Saúde. Dois são importados e os demais relacionados à importação. Durante todo o ano passado foram registrados dois casos em território paulista.
As três novas ocorrências de sarampo foram registradas na capital paulista dois em crianças menores de um ano (um menino e uma menina) e o terceiro é o de uma mulher na faixa dos 30 anos. Nenhum dos pacientes possui histórico de vacinação.
Do total, 23 casos estão no município de São Paulo, dois em São Bernardo do Campo, no ABC, e um em Guarulhos, na região metropolitana. Dos pacientes, 19 não estavam imunizados ou estavam com o esquema incompleto.
A vacinação indiscriminada contra o sarampo para pessoas de 6 meses a 59 anos nos municípios de São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos vai até 1º de setembro, junto com a Campanha Nacional de Multivacinação.
Dados preliminares de 2026 indicam cobertura vacinal de 89,35% para a primeira dose e de 74,64% para a segunda no estado. A meta estabelecida é de 95% para cada uma das doses.
O sarampo é uma doença viral contagiosa, transmitida pelo ar, especialmente em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas. Os principais sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele, que geralmente surgem entre 7 e 14 dias após a exposição.
Quem deve se vacinar contra o sarampo?
- Em São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos
Dose zero: crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias.
Qualquer pessoa de 6 meses a 59 anos, independentemente do histórico vacinal (a partir de 3 de agosto).
- Rotina – demais municípios brasileiros
O esquema vacinal recomendado pelo Ministério da Saúde prevê duas doses: a primeira aos 12 meses, com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), e a segunda aos 15 meses, com a tetraviral (que inclui varicela).
Pessoas de 1 a 29 anos devem ter duas doses da tríplice viral, enquanto adultos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma. Profissionais de saúde precisam comprovar duas doses independentemente da idade




