A fazenda adquirida pelo cantor Alexandre Pires por R$ 25 milhões virou alvo de uma disputa judicial no estado de Tocantins. O processo envolve um empresário que afirma ter direito a parte dos valores da negociação e pede o reconhecimento de uma sociedade rural que, segundo ele, existia antes da venda da propriedade.
A ação tramita na Vara Cível de Dianópolis e foi proposta por Renato Junio Pinto Guimarães contra Gabriel Alves de Freitas e Matheus Alves de Freitas. O autor sustenta que os três atuavam como sócios na administração e exploração de propriedades rurais desde 2019, embora alguns imóveis estivessem registrados apenas em nome dos outros empresários.
De acordo com o processo, Renato afirma que participava da gestão das fazendas e que foi excluído da negociação envolvendo o Lote 8 da Fazenda Buriti, posteriormente vendido ao cantor Alexandre Pires por R$ 25 milhões.
Ao analisar o caso, o juiz responsável determinou a inclusão de Alexandre Pires no processo. A decisão tem como objetivo garantir a participação de todos os envolvidos na negociação e não representa, neste momento, o reconhecimento de qualquer responsabilidade do artista.
Na decisão, o magistrado também destacou que os documentos apresentados pelo autor indicam, em análise preliminar, indícios da existência de uma sociedade de fato entre os empresários, afastando, por ora, a alegação de que Renato atuava apenas como empregado das propriedades.
Além do reconhecimento da sociedade, o empresário solicita medidas cautelares para preservar o patrimônio discutido até o julgamento definitivo da ação.
O processo segue em tramitação na Justiça do Tocantins. Até o momento, as partes envolvidas e a assessoria de Alexandre Pires não haviam se manifestado sobre o caso.





