Empresas globais como Google, Uber, Spotify e iFood compraram créditos de carbono de projetos que, na prática, podem não garantir integridade climática. Um levantamento da InfoAmazonia revela que 61% dos créditos vendidos da Amazônia estão em áreas também destinadas à mineração, segundo dados da ANM.
Mais de 40 milhões de toneladas de CO₂ foram compensadas por 31 projetos REDD+ em locais com exploração mineral ativa ou autorizada — atividade considerada incompatível com a conservação florestal. Entre os compradores estão Vale, AstraZeneca, TIM e outras gigantes. Parte dos projetos foi suspensa após desmatamento, trabalho análogo à escravidão ou grilagem de terras.
A legislação brasileira exige proteção contínua da floresta e consulta prévia a povos indígenas, mas muitos projetos violam essas normas. O caso expõe falhas estruturais do mercado voluntário de carbono e levanta dúvidas sobre a eficácia da compensação climática promovida por grandes empresas.





