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Marqueteiro ligado ao MBL é acusado de racismo após chamar Vini Jr. de ‘mono’ em live


 

Por Cleber Lourenço

 

O jornalista e estrategista político Eduardo Bisotto, ligado ao MBL e ao Partido Missão, passou a ser alvo de acusações de racismo nas redes sociais após a circulação de um trecho de uma transmissão ao vivo em que chama o atacante Vini Jr. de “mono”, termo em espanhol que significa “macaco” e que se tornou símbolo dos ataques racistas sofridos pelo jogador brasileiro na Espanha.

A fala ocorreu durante uma live realizada no último fim de semana para comentar o amistoso entre Brasil e Egito. Durante a transmissão, Bisotto reagia em tempo real à partida e faziam comentários sobre o desempenho dos jogadores da Seleção Brasileira.

Em determinado momento da live, enquanto criticava a atuação de Vinicius Junior em campo, Bisotto afirma: “Virgínio é incapaz de acompanhar a capacidade. A incapacidade cognitiva dessa gente me irrita.”

Na sequência, ele diz:

“Vamos, ô mono, vamo mono.”

Logo após a declaração, uma voz feminina ao fundo, identificada por usuários das redes sociais como sendo a esposa de Bisotto, reage imediatamente:

“Eduardo!”

O trecho passou a circular em diferentes plataformas e deu origem a acusações de racismo contra o estrategista político.

A transmissão original, no entanto, não estava mais disponível até a publicação desta reportagem. O conteúdo segue circulando apenas por meio de cortes compartilhados por usuários nas redes sociais.

Termo remete aos ataques racistas sofridos por Vini Jr.

A repercussão da fala está diretamente relacionada ao histórico de ataques racistas sofridos por Vinicius Junior na Espanha.

Nos últimos anos, o atacante do Real Madrid se tornou um dos principais alvos de manifestações racistas no futebol europeu. Em diversos episódios registrados pelas autoridades espanholas, torcedores utilizaram a palavra “mono” — “macaco”, em espanhol — para insultar o jogador.

O caso mais emblemático ocorreu em maio de 2023, durante a partida entre Valencia e Real Madrid, quando gritos de “mono” dirigidos a Vinicius Junior provocaram indignação internacional, levaram à interrupção do jogo e desencadearam uma série de investigações e punições.

Desde então, a expressão passou a ser amplamente associada aos ataques racistas sofridos pelo brasileiro, tornando-se um dos símbolos da campanha internacional contra o racismo no futebol.

Foi justamente esse histórico que levou usuários das redes sociais a apontarem a gravidade da fala de Bisotto. As críticas ganharam ainda mais força porque o comentário ocorreu enquanto o estrategista político fazia observações negativas sobre o desempenho de Vinicius Junior na partida.

Vídeo saiu do ar após repercussão

Outro elemento que passou a chamar atenção dos usuários foi a retirada da transmissão original.

Embora os cortes contendo a fala continuem circulando nas redes sociais, a íntegra da live não estava disponível até a publicação desta reportagem.

Não há, até o momento, esclarecimento público sobre quando a transmissão foi retirada do ar nem se a decisão partiu de Bisotto ou dos responsáveis pelo canal em que a live foi exibida.

A reportagem procurou Eduardo Bisotto para esclarecer o contexto da declaração, questionar o uso da expressão “mono” ao se referir a Vinicius Junior e obter informações sobre a retirada da transmissão. O espaço permanece aberto para manifestação.

Bisotto atua na área de comunicação política e é um dos nomes associados ao ecossistema do MBL e ao Partido Missão, legenda liderada por Renan Santos.

A reportagem procurou Eduardo Bisotto para esclarecer o contexto da declaração, questionar o uso da expressão “mono” ao se referir a Vinicius Junior e obter informações sobre a retirada da transmissão. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.





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