Os índices futuros de Wall Street operam com ganhos moderados nesta quarta-feira (17), em um movimento de cautela após a divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos (payroll) no dia anterior. Os dados não trouxeram elementos suficientes para fortalecer a tese de novos cortes de juros no curto prazo por parte do Federal Reserve (Fed).
O mercado de trabalho mostrou sinais de desaceleração, mas sem indicar um enfraquecimento mais intenso da economia. Diante disso, os investidores reduziram o ritmo das apostas em afrouxamento monetário imediato. Atualmente, a probabilidade precificada de um corte já em janeiro gira em torno de 20%.
Agora, as atenções se voltam para o índice de preços ao consumidor (CPI), que será divulgado na quinta-feira. O indicador pode ser decisivo para ajustar as expectativas na última semana cheia de negociações do ano.
Brasil
O pregão desta terça-feira (16) foi marcado por um azedume intenso na Bolsa brasileira. O Ibovespa recuou 2,42% e encerrou o dia aos 158.557,57 pontos, após perder cerca de 3,9 mil pontos e tocar a mínima da sessão.
O clima negativo também atingiu o câmbio. O dólar comercial avançou 0,73%, cotado a R$ 5,463, acumulando a terceira alta consecutiva. Já os juros futuros (DIs) subiram ao longo de toda a curva, refletindo a piora na percepção de risco.
Estados Unidos
Na agenda econômica, o dia também reserva discursos de autoridades do Federal Reserve. O diretor Christopher Waller e o presidente do Fed de Nova York, John Williams, devem se pronunciar ao longo da manhã, o que pode trazer novas pistas sobre o rumo da política monetária.
Confira o desempenho dos futuros americanos:
Dow Jones Futuro: +0,02%
S&P 500 Futuro: +0,07%
Nasdaq Futuro: +0,10%
Ásia-Pacífico
As bolsas da região Ásia-Pacífico encerraram o pregão sem direção única, com investidores avaliando os dados da balança comercial do Japão. As exportações japonesas avançaram 6,1% em novembro na comparação anual, superando com folga as projeções do mercado, que apontavam crescimento médio de 4,8%.
Desempenho dos principais índices:
Shanghai SE (China): +1,19%
Nikkei (Japão): +0,26%
Hang Seng (Hong Kong): +0,92%
Nifty 50 (Índia): -0,27%
ASX 200 (Austrália): -0,16%
Europa
Na Europa, os mercados operam de forma mista enquanto os investidores digerem os dados de inflação do Reino Unido. O índice desacelerou de 3,6% para 3,2% em novembro, às vésperas da decisão do Banco da Inglaterra sobre os juros — que promete ser bastante equilibrada.
O Banco Central Europeu (BCE) também realiza nesta semana sua última reunião de política monetária do ano. A expectativa majoritária é de manutenção das taxas em 2%.
Principais índices europeus:
STOXX 600: +0,33%
DAX (Alemanha): +0,29%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,97%
CAC 40 (França): +0,07%
FTSE MIB (Itália): +0,53%
Petróleo
No mercado de commodities, o petróleo registra recuperação após as fortes quedas da sessão anterior. O movimento ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificar a pressão sobre a Venezuela, determinando o bloqueio de navios petroleiros sancionados que operam próximos à costa do país.
Petróleo WTI: +1,32%, a US$ 56,00 o barril
Petróleo Brent: +1,24%, a US$ 59,65 o barril
Agenda
As atenções do mercado financeiro se concentram nesta quarta-feira (17) nas declarações de autoridades do Federal Reserve (Fed) e também em um pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
No Brasil, a agenda também é movimentada. A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga a segunda prévia do IGP-M, enquanto o Banco Central publica os dados semanais de fluxo cambial. Pela manhã, a Comissão de Assuntos Sociais vota emendas ao Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2026.





