A Fictor Holding Financeira anunciou, nesta segunda-feira (17), proposta de compra do Banco Master, junto a um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos. O negócio está sujeito à aprovação do Banco Central e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
Em comunicado, a Fictor anunciou que a transação incluiria o aporte imediato de R$ 3 bilhões destinados ao fortalecimento da estrutura de capital do Master. O consórcio adquiriria a totalidade das ações de Daniel Vorcaro – acionista controlador do Banco Master – para eleger um novo presidente para a instituição.
“Trata-se de uma transação privada, com players complementares e de alcance global. O Banco Master, ao longo dos últimos meses, provou sua força e resiliência, superando desafios significativos. A união dos atuais produtos com a capilaridade de distribuição da Fictor levará o novo banco ao protagonismo no cenário brasileiro, que tanto carece de novos players e de concorrência saudável. Quem sairá ganhando serão os clientes”, disse Vorcaro, em nota divulgada nesta seguynda-feira (17).
O negócio prevê alterações na diretoria estatutária, formação de um novo conselho e mudança da denominação social para Banco Fictor. Em nota, o Master afirma que a operação não inclui o Willbank e o Banco Master de Investimentos, que são negociados com investidores distintos.
BC rejeitou compra do Master pelo BRB
Em setembro, o Banco Central rejeitou uma tentativa do BRB (Banco de Brasília) de adquirir o Master. Em março, o conselho de administração do BRB havia aprovado um contrato de compra e venda de ações do Banco Master.
O BRB iria adquirir 49% das ações ordinárias, 100% das preferenciais e, consequentemente, 58% do capital total do Master, o equivalente a R$ 23 bilhões em ativos, garantindo voto no conselho de administração. O banco de Brasília iria desembolsar valor equivalente a 75% do patrimônio líquido do Master para concluir a transação.

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) havia decidido pela aprovação, sem restrições, da operação. Segundo informações da “CNN Brasil”, a rejeição do BC sobre a compra do Banco Master teve como principal motivação o risco de sucessão, que ocorre quando, em uma operação de compra, os passivos e responsabilidades do vendedor — mesmo que não estejam incluídos formalmente no negócio — possam ser herdados pelo comprador.
No caso do Master, o temor era de que ativos problemáticos e dívidas da instituição que estivessem fora da operação acabassem permanecendo ligados ao BRB após a aquisição, comprometendo sua solidez financeira.





