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Petróleo oscila forte e chega a subir mais de 6% em meio à tensão no Oriente Médio


O mercado de petróleo voltou a registrar forte volatilidade nesta quarta-feira (11). Após iniciar o dia em queda, o preço do barril reverteu a tendência ao longo da sessão e chegou a subir mais de 6%, impulsionado por novas tensões no Oriente Médio e ataques contra navios petroleiros.

O Brent, principal referência internacional, começou o dia recuando e chegou a cair 1,72%, sendo negociado a cerca de US$ 86,29 durante a madrugada no horário de Brasília. Porém, o cenário mudou conforme surgiram notícias de novos ataques do Irã a embarcações no Golfo Pérsico e ameaças contra instituições financeiras ligadas aos Estados Unidos e a Israel.

Com isso, o contrato para maio chegou ao pico de US$ 93,15 por barril, uma alta de 6,09% por volta das 13h. Mesmo após perder parte do avanço, o petróleo ainda registrava valorização de 4,79%, sendo negociado perto de US$ 92 no meio da tarde.

Movimento vem após fortes oscilações do petróleo nos últimos dias

As variações desta quarta-feira ocorrem depois de dias de movimentos extremos no mercado.

Na terça-feira (10), o petróleo chegou a cair cerca de 18% durante o dia e terminou a sessão com queda de 11,3%, a US$ 87,80, a maior perda diária desde março de 2022. Na segunda-feira (9), o cenário havia sido o oposto: o barril chegou a disparar 28%, atingindo US$ 119,46, antes de encerrar o dia próximo de US$ 89,79.

O WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, seguiu trajetória semelhante. Depois de começar o dia em baixa, o preço chegou a subir 6,5% e posteriormente reduziu o ganho para cerca de 4,49%, sendo negociado perto de US$ 87,20.

AIE libera reservas para tentar conter crise

Na tentativa de reduzir o impacto da crise energética, a Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou a liberação de 400 milhões de barris de petróleo das reservas emergenciais dos países membros.

A medida foi tomada após a interrupção do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, rota estratégica localizada próximo ao litoral do Irã. Por essa passagem circula cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás, o que aumenta o risco de choque no abastecimento global.

Segundo analistas do banco Goldman Sachs, um volume dessa magnitude seria suficiente para compensar aproximadamente 12 dias de interrupção nas exportações de petróleo do Golfo, estimadas em cerca de 15,4 milhões de barris por dia.

Mesmo assim, parte do mercado permanece cautelosa. Para alguns especialistas, a liberação de reservas pode aliviar temporariamente a pressão, mas não resolve a causa principal da crise, que é o prolongamento do conflito na região.

Mercado segue atento ao desenrolar do conflito

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país está preparado para escoltar navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz, caso seja necessário. No entanto, até agora essa operação ainda não foi colocada em prática.

Para analistas, o comportamento do petróleo nas próximas semanas dependerá principalmente de quanto tempo a guerra no Oriente Médio irá durar e se haverá ou não normalização do transporte marítimo na região. Quanto mais prolongado for o conflito, maior tende a ser o impacto nos preços da energia e na economia global.





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