Neste sábado (31), o tema da edição 59 da Revista Liberta não poderia ser outro. Em pleno Dia das Bruxas, o assunto parece saído diretamente dos pesadelos dos líderes da extrema direita: o povo no poder. Passado o segundo turno das eleições brasileiras e confirmada a vitória de Lula, é hora de discutir rumos e conquistas.
Em coluna especial, Bianca Borges, presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), comenta o Tsunami da Esperança desencadeado pelo movimento estudantil. A história mostra que os estudantes não fogem à luta: O petróleo é nosso!, Diretas Já, Caras Pintadas. E, em 2026, diante do resultado do primeiro turno, a juventude não hesitou em ocupar as ruas. Com Lula eleito, a UNE reivindica maior protagonismo do movimento nas decisões sobre os rumos do país.
A colunista Gabriela Varella fala sobre a importância de dar nome aos bois. Após a derrota eleitoral, Flávio Bolsonaro seguiu os passos do irmão, Eduardo, e fugiu para os Estados Unidos. Direto do país de Donald Trump, divulgou uma carta golpista questionando o pleito. No documento, se autoproclamou presidente do BraZil, depois do BraSil e, mais adiante, deixou de ser presidente para se tornar “líder”. Para a colunista, a atitude do ex-presidenciável parece ter virado a chave na imprensa hegemônica, que, após pressão social, decidiu chamar a iniciativa de Flávio, com todas as letras, de golpista.
A vitória de Lula e os desafios da democracia
Há quem diga que está cansado de protagonizar momentos históricos. Mas o Brasil parece provar que sempre há mais um a ser vivido.
Na coluna de Natália Boulos, a vitória eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é mais um desses momentos. Após a extrema direita largar na frente, com 47% dos votos no primeiro turno, a frente democrática liderada pelo petista conseguiu reverter o cenário, saltando de 45% para 51% dos votos válidos. Entre um turno e outro, os movimentos sociais voltaram a ocupar as ruas. Para a colunista, neste quarto mandato, é indispensável que a esquerda se mantenha presente nos bairros, favelas e comunidades.
Para Luís Costa Pinto, a vitória de Lula trouxe alívio para quem enfrentou a intolerância e a hostilidade, especialmente em ambientes marcados pelo bolsonarismo. Agora, o medo e o silenciamento precisam dar lugar a outro caminho. O colunista defende a reconstrução do diálogo e da convivência democrática. É preciso superar o ódio, mas sem abrir mão da responsabilização pelos crimes cometidos.
A edição 59 da Revista Liberta conta ainda com textos de João Paulo Rodrigues, Jamil Chade, João Cezar de Castro Rocha, Tica Moreno, Leonardo Boff, Paulo César Teixeira e da coluna Reserva Exclusiva. A charge é de Marina Duarte, e a arte de capa fica por conta do cartunista Aroeira.







