Nesta quarta-feira, o último dia de reunião do G7 começou com quase uma hora de atraso. O motivo: a ausência de Donald Trump na sala de reuniões, em Evian, na França.
Junto com os demais líderes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou no local com vários outros presidentes perto das 9h45 (horário de Evian). Mas, sem a presença do americano, Emmanuel Macron optou por esperar.
O brasileiro passou pelo menos dez minutos conversando com Friedrich Merz, chanceler da Alemanha, e mais 15 minutos com o primeiro-ministro coreano.
Mas visivelmente se irritou por estar esperando. Olhou no relógio e questionava o que estava ocorrendo. Num certo momento, o brasileiro decidiu se levantar e deixar a sala.
Outros líderes fizeram o mesmo.
Macron, então, optou por começar o encontro sem Trump e colocando, em seu lugar, seu secretário do Tesouro, Scott Bessent. Lula, então, retornou à sala.
Mas quando o encontro estava prestes a começar, Trump chegou e ocupou seu lugar, enquanto todos já estavam em suas posições.
Os microfones da sala captaram suas palavras: “I am the boss”. (Eu sou o chefe). Alguns riram. Outros nem tanto.
Nos últimos dias, Macron tem feito o possível para acomodar os interesses de Trump para garantir que sua cúpula não seja esvaziada. Para isso, modificou os textos das declarações finais e ainda eliminou trechos que poderiam desagradar o americano.




