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Trump exige e 14 países latinos se comprometem a sancionar PCC e CV


O cerco contra o PCC e Comando Vermelho por parte do governo de Donald Trump é ampliado para todos os países que fazem parte do Escudo das Américas. Como resultado de um encontro realizado nesta terça-feira em Nova York, a coalizão fechou um acordo para considerar 24 entidades criminosas como grupos terroristas e iniciar a imposição de medidas.

Entre elas estão as duas organizações criminosas brasileiras e que já tinham sido declaradas como terroristas por parte dos EUA.

A iniciativa amplia a pressão sobre o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que rejeita qualificar esses grupos criminosos como terroristas.

Numa declaração conjunta assinada pelos EUA, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago, fica estabelecido um compromisso regional por ações contra os seguintes grupos:

Mara Salvatrucha (MS-13)
Tren de Aragua
Carteles Unidos
Cartel del Golfo (Cartel do Golfo)
La Nueva Familia Michoacana
Cartel del Noreste
Cartel de Jalisco Nueva Generación (CJNG)
Cartel de Sinaloa
Gran Grif
Viv Ansanm
Los Lobos
Los Choneros
Barrio 18
Cartel de Los Soles
Clan del Golfo
Primeiro Comando da Capital
Comando Vermelho
Chone Killers
Los Viagras
Cartel de Juárez (La Línea)
Grupos dissidentes das FARC, incluindo FARC-Estado Mayor Central, FARC-Segunda Marquetalia, ou codinomes, afiliados e grupos sucessores
ELN
Shining Path (Sendero Luminoso)
Los Tiguerones

“Os participantes do Escudo das Américas) unem esforços para defender sua soberania, impondo coletivamente sanções e outras medidas a esses 24 grupos narcoterroristas”, anunciam.

“Reconhecendo que uma ameaça imediata e universalmente compartilhada em nosso hemisfério é aquela representada por organizações narcoterroristas transnacionais — que colocam em risco a paz e a segurança do hemisfério, bem como a segurança e a prosperidade de nossos cidadãos —, anunciamos hoje a primeira ação conjunta no âmbito dos pilares recém-anunciados: uma ação individual e coletiva para enfrentar o flagelo do narcoterrorismo”, anunciam os governos.

Eles, assim, declaram a intenção de impor as seguintes medidas contra os grupos:

Congelamento de ativos;

Restrições de imigração e de visto para membros, associados e apoiadores dessas organizações;

Responsabilização criminal de indivíduos que, conscientemente, forneçam apoio material — incluindo apoio logístico — a tais organizações.

“Esta primeira ação conjunta concentrar-se-á nas 24 organizações listadas, independentemente da denominação que recebam em cada um de nossos países”, disse.

Para viabilizar esses objetivos, o grupo vai escrever ao Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos, requerendo uma reunião de consulta para decidir sobre a criação de um Órgão de Consulta, nos termos dos Artigos 6 e 13 do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tratado do Rio).

“Uma vez convocada a reunião formal do Órgão de Consulta, pretendemos participar em nível ministerial para examinar a adoção de uma resolução que promova e facilite a ação coletiva contra organizações narcoterroristas, ao abrigo do Tratado do Rio”, disse.

Escudo ampliado para minerais críticos

O que ainda chama a atenção de observadores é que a decisão da coalizão começa a ir muito além do combate ao crime.

No documento, os países concordam em “defender nossas economias por meio do fortalecimento da cooperação econômica; da exploração de mecanismos de análise de investimentos; da salvaguarda das cadeias de suprimento de minerais críticos mediante fontes diversificadas e confiáveis; e da promoção de regulamentações sobre fornecedores confiáveis ​​para infraestrutura digital, aplicadas de forma não discriminatória”.

O bloco ainda concorda em uma maior “coordenação de sanções, designações e ações financeiras contra terroristas e criminosos”, assim como o compartilhamento de inteligência; facilitar o acesso, a tecnologias e capacidades de segurança; promover o treinamento e o desenvolvimento profissional de recursos humanos.

 

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